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Reforma Tributária em 2026: o que as empresas precisam começar a fazer agora

A Reforma Tributária já deixou de ser um assunto apenas para o futuro. Em 2026, as empresas brasileiras estão entrando em uma fase importante de adaptação, com novas regras, sistemas e obrigações relacionadas à CBS e ao IBS.

Por isso, mesmo que a substituição completa dos tributos aconteça de forma gradual, o empresário não deve esperar até os próximos anos para começar a se preparar. Na prática, decisões tomadas agora podem influenciar a organização fiscal, a formação de preços, os sistemas utilizados e o planejamento financeiro da empresa.

Além disso, 2026 foi definido como um período de teste da CBS e do IBS. A Receita Federal informa que a transição prevê, neste ano, alíquotas de teste de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, observadas as regras aplicáveis.

Dessa forma, entender o que precisa ser ajustado agora é fundamental para evitar decisões precipitadas e preparar a empresa para as próximas etapas da Reforma Tributária.


O que é a Reforma Tributária?

A Reforma Tributária do consumo promove uma mudança significativa na estrutura de tributação brasileira.

Em termos gerais, serão criados o IBS — Imposto sobre Bens e Serviços e a CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços, além do Imposto Seletivo.

Ao longo da transição, tributos atuais como PIS, Cofins, ICMS e ISS serão gradualmente substituídos pelo novo modelo. Entretanto, essa mudança não acontece de uma única vez.

Por isso, as empresas precisarão conviver com um período de transição durante vários anos. A previsão oficial é que a transição do ICMS e do ISS para o IBS ocorra gradualmente entre 2029 e 2032, enquanto o novo modelo terá vigência integral a partir de 2033.


Por que 2026 é um ano tão importante?

2026 representa o início da fase de testes da nova tributação sobre o consumo.

Além disso, as empresas precisam adaptar seus processos para acompanhar as novas informações fiscais.

A Receita Federal orienta que, a partir de 2026, documentos fiscais eletrônicos devem contemplar informações relacionadas à CBS e ao IBS, conforme os respectivos leiautes e regras.

Consequentemente, a Reforma Tributária já começa a impactar a rotina operacional das empresas, mesmo antes da substituição definitiva dos tributos atuais.


1. Revise o sistema de emissão de notas fiscais

Uma das primeiras providências deve ser verificar se o sistema utilizado pela empresa está preparado para as novas exigências.

Isso porque a Reforma Tributária envolve alterações nos documentos fiscais eletrônicos e nos campos relacionados aos novos tributos.

Além disso, Receita Federal e Comitê Gestor do IBS vêm estabelecendo cronogramas e especificações técnicas para a adaptação dos documentos fiscais.

Por isso, converse com o responsável pelo sistema de emissão de notas e confirme se todas as atualizações necessárias foram realizadas.


2. Revise os cadastros de produtos e serviços

A organização cadastral também merece atenção.

Afinal, informações incorretas sobre produtos, serviços, classificação fiscal ou natureza das operações podem comprometer a emissão dos documentos fiscais.

Além disso, cadastros desatualizados podem dificultar a correta aplicação das regras tributárias.

Dessa maneira, revisar essas informações antecipadamente reduz retrabalho e riscos durante a transição.


3. Analise a formação de preços

A Reforma Tributária também deve ser analisada sob a perspectiva comercial.

Por exemplo, uma empresa não deve olhar apenas para o percentual de determinado tributo. É necessário avaliar como as mudanças podem afetar custos, créditos tributários, fornecedores, clientes e margem de lucro.

Assim, a formação de preços precisa ser acompanhada de perto.

Além disso, uma precificação que funciona hoje pode precisar ser revisada conforme as novas regras forem efetivamente implementadas.


4. Faça simulações financeiras

Outro passo importante é trabalhar com cenários.

Nesse sentido, a empresa pode simular diferentes situações para entender como as mudanças tributárias poderão afetar seus resultados.

Entre os pontos que podem ser avaliados estão:

  • faturamento;
  • custos;
  • despesas;
  • margem de lucro;
  • preços de venda;
  • carga tributária;
  • fluxo de caixa.

Com isso, o empresário consegue identificar possíveis impactos antes de tomar decisões importantes.


5. Revise os contratos com clientes e fornecedores

Contratos de médio e longo prazo também precisam entrar no radar.

Isso acontece porque alterações tributárias podem influenciar os custos das operações e, consequentemente, a rentabilidade dos contratos.

Por essa razão, empresas que possuem contratos relevantes devem avaliar as cláusulas relacionadas a tributos, reajustes e responsabilidades.

Além disso, essa revisão pode evitar conflitos comerciais durante o período de transição.


6. Fortaleça o controle financeiro

A organização financeira será cada vez mais importante.

Afinal, uma empresa que não conhece seus custos e margens terá dificuldade para identificar os efeitos reais das mudanças tributárias.

Por isso, acompanhar indicadores como fluxo de caixa, margem de lucro, faturamento e custos operacionais deve fazer parte da rotina.

Dessa forma, a gestão consegue responder rapidamente às mudanças.


7. Não deixe o planejamento tributário para depois

O planejamento tributário não deve acontecer somente quando chega o momento de escolher o regime fiscal.

Pelo contrário, ele precisa acompanhar a evolução da empresa durante todo o ano.

Além disso, as mudanças trazidas pela Reforma Tributária tornam ainda mais importante comparar cenários e avaliar os impactos de cada decisão.

Consequentemente, a empresa poderá identificar oportunidades e reduzir riscos dentro da legislação.


E as empresas do Simples Nacional?

Os pequenos negócios também precisam acompanhar a Reforma Tributária.

Embora o Simples Nacional possua tratamento específico, seus efeitos não devem ser ignorados.

Além disso, 2026 traz decisões importantes para empresas que estão no Simples Nacional e precisam se preparar para 2027.

Por isso, empresários desse regime devem acompanhar os prazos, avaliar as regras aplicáveis e conversar com a contabilidade antes de tomar qualquer decisão.

Esse será, inclusive, um dos assuntos que merece atenção especial em setembro de 2026.


A Reforma Tributária já exige mudanças na empresa?

Sim, mas é importante entender que a transição é gradual.

Nesse momento, a prioridade não é simplesmente mudar toda a estrutura da empresa, mas compreender as novas regras, adaptar sistemas, revisar processos e realizar simulações.

Além disso, as empresas precisam acompanhar as regulamentações e os atos técnicos publicados pelos órgãos responsáveis.

Assim, decisões importantes podem ser tomadas com base em informações atualizadas.


O que sua empresa pode fazer ainda em 2026?

Para facilitar, veja um checklist inicial:

✅ Sistemas

Verifique se o sistema fiscal está preparado para as novas exigências.

✅ Notas fiscais

Confira os novos campos e informações relacionados à CBS e ao IBS.

✅ Cadastros

Revise produtos, serviços e informações fiscais.

✅ Preços

Analise custos, margens e formação de preços.

✅ Contratos

Avalie contratos relevantes e possíveis impactos tributários.

✅ Financeiro

Atualize projeções e indicadores.

✅ Planejamento tributário

Compare cenários e prepare a empresa para as próximas etapas.

✅ Contabilidade

Mantenha contato próximo com o contador para acompanhar as mudanças.


Por que agir agora?

Esperar a mudança definitiva pode ser uma estratégia arriscada.

Primeiramente, adaptações de sistemas e processos podem exigir tempo. Além disso, a equipe precisa entender os novos procedimentos.

Da mesma forma, decisões relacionadas a preços, contratos e planejamento financeiro não devem ser tomadas de maneira improvisada.

Portanto, quanto antes a empresa começar a se preparar, maior será sua capacidade de adaptação.


O papel da contabilidade na Reforma Tributária

Nesse novo cenário, a contabilidade deixa de ser apenas responsável pela entrega das obrigações.

Além disso, passa a exercer um papel cada vez mais estratégico na interpretação das mudanças e na orientação empresarial.

Uma contabilidade consultiva pode auxiliar em:

  • planejamento tributário;
  • análise de cenários;
  • revisão de processos;
  • avaliação de impactos financeiros;
  • acompanhamento da legislação;
  • orientação sobre sistemas e documentos fiscais.

Dessa forma, o empresário consegue transformar informação tributária em decisões mais seguras.


Conclusão

A Reforma Tributária já está produzindo mudanças na rotina das empresas em 2026. Embora a transição seja gradual, deixar a preparação para os próximos anos pode aumentar custos e dificultar a adaptação.

Por isso, este é o momento de revisar sistemas, conferir cadastros, analisar preços, acompanhar contratos e fortalecer o planejamento financeiro e tributário.

Além disso, empresas que começarem a se preparar agora terão mais tempo para testar processos, corrigir falhas e entender os impactos sobre o próprio negócio.

Em resumo, a melhor estratégia é não esperar a Reforma Tributária chegar completamente. Começar a preparação agora significa construir uma empresa mais organizada, preparada e competitiva para os próximos anos.


Sua empresa está preparada para a Reforma Tributária?

A Aureum Contabilidade acompanha as mudanças tributárias e oferece suporte em planejamento tributário, contabilidade consultiva e gestão empresarial para ajudar sua empresa a tomar decisões com mais segurança.

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