O prazo para decisões importantes relacionadas ao Simples Nacional 2027 está chegando ao fim.
Para empresas que atualmente não estão no regime e desejam ingressar no Simples Nacional em 2027, a solicitação precisa ser feita até 30 de setembro de 2026.
Além disso, setembro também é importante para empresas do Simples que estão avaliando a possibilidade de recolher IBS e CBS pelo regime regular no primeiro semestre de 2027.
Por isso, os últimos dias do mês não devem ser usados apenas para enviar uma solicitação. Antes de concluir qualquer escolha, é importante revisar informações, pendências e simulações.
Afinal, uma decisão tomada agora pode influenciar a tributação da empresa em 2027.
Quem precisa ficar atento ao dia 30 de setembro?
O prazo merece atenção principalmente de dois grupos.
O primeiro é formado pelas empresas que não estão atualmente no Simples Nacional, mas pretendem ingressar ou retornar ao regime em 2027.
Nesse grupo podem estar, por exemplo, empresas atualmente no Lucro Presumido ou negócios que foram excluídos do Simples e agora cumprem novamente os requisitos.
O segundo grupo envolve empresas que precisam avaliar a forma de recolhimento de IBS e CBS para 2027.
Portanto, mesmo quem já está no Simples pode ter uma decisão importante para tomar.
1. Confirme se sua empresa realmente precisa fazer a opção
Antes de qualquer procedimento, é importante entender a situação atual da empresa.
Quem já está regularmente no Simples Nacional não precisa fazer uma nova opção apenas para permanecer no regime.
Por outro lado, empresas que atualmente não são optantes e desejam ingressar em 2027 precisam observar a janela de setembro.
Para 2027, o período de solicitação foi antecipado para 1º a 30 de setembro de 2026.
Por isso, não utilize como referência o antigo hábito de resolver essa questão apenas em janeiro.
2. Verifique se existem pendências
Depois de confirmar a necessidade da opção, revise a situação da empresa.
Pendências podem comprometer o processo de ingresso no Simples Nacional.
Nesse sentido, é importante verificar, conforme o caso:
- Débitos tributários;
- Declarações pendentes;
- Irregularidades cadastrais;
- Pendências estaduais;
- Pendências municipais;
- Situações societárias;
- Outras condições que possam impedir o enquadramento.
Caso algum problema seja identificado, procure orientação rapidamente para entender as possibilidades de regularização.
Quanto mais perto do prazo final, menor será o tempo disponível para solucionar imprevistos.
3. Confira faturamento e projeções
Estar dentro dos requisitos hoje é importante. Entretanto, o planejamento também precisa olhar para 2027.
Por isso, revise o faturamento acumulado e faça uma projeção da receita esperada para o próximo ano.
Considere possíveis novos contratos, expansão da operação, sazonalidade e mudanças no volume de vendas.
Por exemplo, uma empresa pode estar dentro das condições atuais, mas prever um crescimento expressivo no próximo exercício.
Nesse caso, essa expectativa precisa fazer parte da decisão.
Escolher um regime tributário olhando apenas para os números do passado pode levar a uma conclusão incompleta.
4. Revise CNAEs e atividades
Outro ponto que merece atenção são as atividades cadastradas.
A empresa pode ter alterado sua operação desde a abertura ou desde a última revisão contábil.
Talvez tenha começado a prestar um novo serviço ou comercializar outros produtos.
Consequentemente, é importante verificar se os CNAEs estão atualizados e se as atividades exercidas são compatíveis com o enquadramento pretendido.
Além disso, a atividade influencia a tributação dentro do próprio Simples Nacional.
Portanto, essa conferência deve acontecer antes da decisão final.
5. Compare o Simples com o regime atual
Para quem está no Lucro Presumido e pretende migrar para o Simples, este é um passo essencial.
Não faça a mudança simplesmente porque o Simples parece mais barato ou mais fácil.
Primeiro, compare os cenários.
Analise faturamento, atividade, folha de pagamento, margem, custos e despesas.
Depois, observe quanto a empresa pode pagar em cada alternativa.
Estar apto ao Simples não significa automaticamente que ele seja o regime mais vantajoso.
6. Confira a folha de pagamento
Para determinadas empresas prestadoras de serviços, a folha merece atenção especial.
Dependendo da atividade, a relação entre folha e faturamento pode influenciar a forma de tributação dentro do Simples.
Por isso, confira informações como salários, pró-labore e demais valores que façam parte do cálculo aplicável.
Uma pequena diferença na estrutura da empresa pode mudar o resultado da simulação.
Assim, utilize dados reais sempre que possível.
7. Não esqueça do IBS e da CBS
Em 2027, escolher o Simples Nacional não encerra necessariamente todas as decisões tributárias.
Com as mudanças da Reforma Tributária, as empresas do regime também precisam entender a nova dinâmica de IBS e CBS.
Existe a possibilidade de manter esses tributos dentro da sistemática do Simples ou optar pelo recolhimento segundo o regime regular.
Essa segunda alternativa é frequentemente chamada de Simples Nacional híbrido.
Portanto, além de perguntar “Simples ou outro regime?”, algumas empresas também precisarão analisar “IBS e CBS dentro ou fora do Simples?”.
8. Avalie seus clientes
A escolha relacionada ao IBS e à CBS não deve considerar apenas a própria empresa.
O perfil dos clientes também pode fazer diferença.
Negócios que vendem principalmente para consumidores finais possuem uma realidade diferente daqueles que atendem predominantemente outras empresas.
No mercado B2B, por exemplo, a dinâmica de créditos tributários pode ganhar maior importância.
Consequentemente, empresas que fornecem para outras pessoas jurídicas precisam estudar com atenção como cada alternativa pode repercutir comercialmente.
9. Observe também os fornecedores
Se os clientes importam, os fornecedores também.
Empresas com grande volume de compras, mercadorias ou insumos podem ter uma dinâmica diferente em relação aos créditos de IBS e CBS.
Por isso, levante informações sobre as principais aquisições da empresa.
Analise quanto é comprado, quais fornecedores representam maior participação nos custos e como essas operações entram na atividade.
Assim, a simulação consegue considerar os dois lados: compras e vendas.
10. Faça uma última simulação antes da decisão
Se sua empresa já fez um planejamento, aproveite os últimos dias para revisar os números.
Uma simulação feita meses atrás pode ter utilizado projeções que mudaram.
Talvez o faturamento tenha crescido mais do que o esperado. Da mesma forma, custos, folha ou carteira de clientes podem ter sofrido alterações.
Portanto, atualize os dados antes de concluir.
Compare os possíveis cenários e observe:
- Carga tributária;
- Margem;
- Créditos;
- Formação de preços;
- Fluxo de caixa;
- Impactos comerciais;
- Complexidade operacional.
Dessa maneira, a decisão será baseada na situação mais recente da empresa.
E quem quer voltar do Lucro Presumido para o Simples?
Esse grupo precisa ter atenção redobrada.
Se a empresa atualmente está no Lucro Presumido e deseja ingressar no Simples Nacional em 2027, não deve esperar janeiro para solicitar a mudança.
A janela de opção para 2027 termina em 30 de setembro de 2026.
Entretanto, antes de formalizar a solicitação, confirme se a empresa atende aos requisitos e se a mudança é financeiramente adequada.
Migrar apenas porque outra empresa fez o mesmo pode ser um erro.
E quem já está no Simples?
Quem já é optante não precisa solicitar novamente o Simples apenas para continuar no regime.
Mesmo assim, setembro continua importante por causa da escolha relacionada ao IBS e à CBS.
Para o recolhimento desses tributos pelo regime regular no primeiro semestre de 2027, a opção deve ser realizada dentro da janela estabelecida em setembro de 2026.
Assim, empresas que estão avaliando o modelo híbrido também precisam concluir suas análises.
Checklist final antes de 30/09/2026
Antes do fim do prazo, confirme:
- Se a empresa precisa solicitar ingresso ou retorno ao Simples;
- Se existem débitos ou pendências;
- Se as atividades estão atualizadas;
- Se o faturamento permite o enquadramento;
- Se a projeção para 2027 foi considerada;
- Se a folha de pagamento foi revisada;
- Se o Simples foi comparado com o regime atual;
- Se clientes e fornecedores foram analisados;
- Se os impactos de IBS e CBS foram simulados;
- Se o fluxo de caixa foi considerado;
- Se a empresa avaliou o modelo tradicional e o híbrido, quando aplicável;
- Se todas as informações utilizadas na decisão estão atualizadas.
Esse checklist pode evitar que um detalhe importante seja esquecido justamente na reta final.
Não confunda prazo com planejamento
Quando uma data limite se aproxima, existe a tendência de concentrar toda a atenção em “não perder o prazo”.
Entretanto, cumprir a data sem analisar os números também pode gerar problemas.
A escolha do regime tributário deve considerar a realidade do negócio.
Por isso, o objetivo não é apenas fazer uma opção até 30 de setembro. É fazer uma opção consciente até 30 de setembro.
Uma decisão tributária pode afetar preços, margem, caixa e competitividade durante os meses seguintes.
Conclusão
O prazo de 30 de setembro de 2026 está se aproximando e pode ser decisivo para empresas que desejam ingressar ou retornar ao Simples Nacional em 2027.
Além disso, empresas já optantes precisam avaliar, quando aplicável, a escolha relacionada ao recolhimento de IBS e CBS para o primeiro semestre do próximo ano.
Por isso, antes do encerramento do prazo, revise pendências, faturamento, CNAEs, folha, clientes, fornecedores e projeções.
Em seguida, compare os cenários tributários com números atualizados.
Não espere o último momento para descobrir que faltava uma informação, existia uma pendência ou havia uma alternativa mais adequada para sua empresa.
Setembro está chegando ao fim. Para o planejamento tributário de 2027, porém, muitas decisões estão apenas começando.
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